domingo, 10 de março de 2013

Paralamas quase no lugar

Estamos quase no momento final da instalação do paralamas, que já vem durando muito tempo. Essa semana pinte o interior das caixas de ar que estão abertas e do paralamas que vai dentro da caixa de ar. Utilizei o já famoso wash primer combinado com um PU com alto sólidos. Sei que quando fizer as solda ponto parte da pintura vai ser queimada, mas é melhor que nada. Descobri um produto da 3m raro no brasil, mas possível de ser importado para quem tem habilitação para liberá-lo na Anvisa, chama-se "cera de cavidade". Esse produto foi projetado para ser colocado dentro das caixas de ar, protegendo-a de produtos corrosivos. Mais para frente vou importar umas 3 latas para garantir.
 Aqui o paralamas estava sendo "introduzido" na lataria. Deu um certo trabalho para passar pela coluna sob o painel do carro, mas nada impossível. Veja que a região onde serão feitas as soldas não devem ser pintadas para evitar problemas de contaminação e aderência.
 Outra vista do paralamas sendo "introduzido".
 Aqui ele já está no lugar, mais ou menos. 
Vista externa. Acabei não ponteando ele no lugar pois como ele fica meio "pressurizado" no lugar, alguém tem que segurar enquanto o outro faz os primeiros pontos. Em breve deve estar pronto.

terça-feira, 5 de março de 2013

Lanterna de LED!

Senhores(as) iria postar novidades apenas depois de instalar o paralamas interno, mas hoje chegou uma encomenda muito interessante! Comprei alguns pequenos paineis retangulares de 48 leds para testar como ficariam dentro da lanterna traseira do chevette. Lembro a vocês que para a restauração das lanternas ainda falta o lixamento e polimento finais, então elas ainda estão "feias".
Aqui temos a lanterna apagada, montada na bancada.
Colei as placas no interior da lanterna na parte do fundo com fita crepe apenas para ver como ficaria, para a versão definitiva tenho que fazer um suporte parafusado. Como dá para ver nas fotos, daria para usar placas maiores e para falar a verdade pode até ser que resolva fazer minhas próprias placas com o formato exato. O brilho é tão intenso que não da para olhar e ainda é difícil tirar uma foto que preste.
 Luz de ré!
 Lanterna!
Seta! Detalhe, a placa que coloquei nesse ponto estava com 1/3 dos leds com problema, dá para ver que a luz no canto inferior direito está mais fraca. Não tem problema pois comprei duas "extras", mas já informei o vendedor, que espero que reponha a peça, embora ela tenha custado muito barato.
Uma possibilidade até mais legal que colocar no fundo da lanterna é colocar bem próximo da lente. Nesse caso o efeito é muito parecido com lanternas modernas, não se deixe enganar com a qualidade deprimente da foto. Na minha opinião assim não ficou totalmente bom pois a placa é muito pequena para a lente toda, mas se eu fabricar as placas, dá para deixar perfeita. Ainda não decidi pois está muito longe de chegar nesse estágio do projeto, mas tudo se resume em deixar com cara de original (leds no fundo) ou cara moderna (leds na lente).

segunda-feira, 4 de março de 2013

Preparações finais do paralamas

Embora a prioridade do chevette tenha sido parcialmente suplantada pela da chevrolet brasil, que em teoria está mais próxima de ficar pronta, já que não seja modernizada, aconteceram alguns trabalhos importantes nele desde a postagem anterior. A preparação para instalar o paralamas interno está quase pronta e na próxima seção de chevette há grandes chances de instalarmos ele no lugar. O problema é que condenamos a caixa da bateria e terei que arrumar outra, ela não era "original" e sim outra gambiarra de chapas sobrepostas.
 Essa é a viga onde o paralamas vai ponteado já preparada para receber o fundo wash primmer.
 Aqui o paralamas está quase sem a tinta de fundo de fábrica que não é muito boa para ser pintada por cima. O ideal é remover com removedor pastoso, jato de água e depois uma lixa ou escova rotativa.
 Aqui a vista novamente da viga antes da remoção do suporte de bateria.
 Aqui o suporte foi removido. O ideal será instalar a caixa depois de fixado o paralamas para poder garantir que ela está no local certo, já que o que tinha lá era uma gambiarra.
 O diferencial ainda está dando trabalho, tenho que pegar ele de uma vez para preparar a superfície para pintura, já que já estou com o PU semi-briho para pintar.
  Os suportes do farol tiveram que ser trabalhados também pois ainda havia "restos" da gambiarra feita na saia dianteira.
 Os defeitos na parte de baixo do suporte do vidro dianteiro já estão consertados, só falta cortar no tamanho.
Depois de muita enrolação e preguiça resolvi passar a tinta pó no travessão (agregado) que já estava jateado fazem alguns meses. Felizmente o ácido fosfórico reagiu bem com a superfície dele e não ficaram manchas, bolhas ou rugosidades estranhas como as vezes acontece. Agora só falta uma bandeja esquerda para terminar a suspensão dianteira toda.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Problemas sendo resolvidos devagar

Esse feriado prolongado não foi muito feliz para meus projetos. Entre todos os problemas alguns foram resolvidos, outros prometem ser resolvidos, houve algum progresso, mas o projeto do chevette vai passar a andar um pouco mais devagar até mais ou menos setembro. Para esse período vou terminar o diferencial, terminar a reinstalação do paralamas e terminar a lataria do monobloco, mas não sei se vai dar para passar muita coisa além de fundo e até um emborrachamento.
 Aqui já fiz o enchimento com solda em parte do suporte do parabrisas dianteiro.
 Aqui já temos parte do "remendo" do suporte traseiro, vejam como era um buracão em post anteriores.
 Quando comecei a fazer o resto do parabrisas traseiro acabou o gás da minha máquina de solda e o pessoal que me fornece gás não entregou essa semana, agora só segunda.
Cansei de raspar o diferencial, ele não vai ficar bom como eu gostaria por causa de algumas "entradas" complicadas no suporte das molas. Vou empapelar as usinagens e mandar jatear ... como ele não cabe no meu forno para pó vou ter que me contentar com um fundo PU e uma tinta PU preta semi brilho. Já aviso para quem se interessar que PU preto semibrilho é muito difícil de encontrar na versão automotiva, então vou de industrial mesmo, que só vende a partir de 0,9L. Daria para passar esmalte sintético, mas com o capricho que estou fazendo no resto não vou cometer essa heresia.
Liguei meu compressor na oficina "de cima" onde estou montando o chevette para desmontar o pistão das pinças do chevette da maneira como eu desmontei da moto uma vez. Basicamente você coloca um anteparo macio na frente do pistão e mete 80psi (mais ou menos) na entrada de fluido, muito cuidado com o dedo, a energia armazenada que ejeta o pistão é muito grande! O problema é que o chevette tem dois pistões e só sai um deles, bolei um dispositivo para fazer cada metade da pinça por vez, vamos ver se funciona. Só para comparar, a pinça "pequena" com um pistão só é da chevrolet brasil, que deu certo tirar com o ar.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Dia de limpeza

Esse final de semana sacamos o carro para fora da oficina para dar uma limpada nos destroços do paralamas interno antigo e passar um jato de água dentro das caixas de ar. Um tanto da terra já tinha sido tirada com aspirador, mas ainda saiu muita coisa!
Aqui é a frente dele sem a saia, infelizmente o suporte do farol do lado do motorista tinha foi danificado quando os "funileiros" fizeram os reparos no paralamas interno que preferimos remover e picar. Felizmente dá para arrumar.
 
 Eu já tinha visto esses buracos, mas não deixa de ser engraçado ver a água saindo por eles quando passava o jato...
 Essa caixa era a que estava pior, mas como o paralamas foi removido também foi a mais fácil de limpar. Quando aplicava o jato de água do outro lado, era isso que escorria para fora.
 Foi quase uma hora para a água passar a sair limpa! O próximo passo será fosfatizar e proteger o interior dessas caixas. Tradicionalmente se usa graxa, mas quero estudar outras possibilidades, numa literatura australiana, por exemplo, se recomenda "fisholeine" que até onde entendi é óleo de peixe ... depois relato minha decisão.
 Mais alguns belos exemplos de corrosão filiforme.
 Essa do buraco é uma das mais interessantes, ela surgiu provavelmente pelo buraco ter sido feito após a pintura.
Mais alguns exemplos.
 Isso é tudo o que sobrou do paralamas interno e mais alguns pedaços que "trocamos".
 Já que estávamos brincando com o jato d'água resolvemos raspar o assoalho pelo lado de dentro. Ainda falta bastante, mas já adiantou o trabalho.
Também já estou preparando o diferencial para pintura, com ele pronto, toda a mecânica do carro vai estar pronta!

domingo, 27 de janeiro de 2013

Sobre Corrosão

Hoje bateu uma inspiração e resolvi escrever um pouco sobre alguns processos corrosivos que rolam naturalmente em carros antigos. Em posts anteriores contei a vocês sobre o avanço metalúrgico que levou ao uso de aços com resistência superior a corrosão. Além disso, foram feitas modificações da ordem de design para melhorar ainda mais a durabilidade dos automóveis, um exemplo disso, são os vidros colados que evitam com muito mais eficiência que fique alguma água retida em seu interior como as antigas borrachas de encaixar.
Explicando de maneira bem simplificada, a corrosão automotiva ocorre basicamente por processos conhecidos como eletroquímicos. Esses tipos de corrosão precisam de três itens para que possam acontecer, duas regiões com potencial diferente (metais diferentes, por exemplo), um contato elétrico entre elas e por fim, um eletrólito (água da chuva, por exemplo). Abaixo dou alguns exemplos de proteções e problemas relacionados a corrosão nos carros:

  • A tinta do carro evita que o eletrólito (água) entre em contato com o metal evitando o processo corrosivo, falhas na tinta criam regiões com potencial mais baixo que levam a corrosão. A tinta, no entanto não é impermeável como muitos pensam, ela deixa pequenas quantidades de água para o seu interior. Pinturas realizadas sem a adequada limpeza (sobrando algum pó solúvel em água) faz com que um processo conhecido como osmose acelere a passagem da água, formando corrosão sob a pintura, já viram aquelas "bolhas" de ferrugem?;
  • O uso de parafusos e escapamentos em inox podem acelerar o processo corrosivo no aço da lataria na região próxima ao contato elétrico dos dois metais. O ideal é não usar parafusos em inox e garantir que o escapamento está bem isolado eletricamente. O revestimento de zinco nos parafusos comuns (galvanizados) além de proteger o próprio parafuso também protege a lataria, numa restauração é muito importante a troca de parafusos cujo zinco já acabou (eles tem vida útil!) pois a maior parte dos parafusos são fabricados em aços ligados, que normalmente possuem um potencial galvânico maior do que o da lataria, acelerando a corrosão do carro. O zinco funciona como protetor do aço pois seu potencial galvanico é mais baixo, fazendo com que ele seja corroído antes.;
  • O uso de soldas em inox para deixar o carro mais "resistente" eu nem vou comentar, mas já vi fazerem;
  • O chevette tem algumas arruelas de nylon que vão nos suportes do parachoque, elas tem a função de evitar que a tinta sofra pequenos danos durante o aperto do parafuso, se a pintura for danificada em regiões entre peças que formam "frestas", ocorre um processo corrosivo severo chamado "corrosão por frestas", onde o potencial eletroquímico dentro da fresta fica diferente devido ao consumo de oxigênio em seu interior, acelerando a corrosão;
  • Quando se vai fazer um remendo na lataria do carro existem duas opções, cortar a chapa no formato do buraco ou um pouco maior fazendo uma chapa sobreposta. A primeira opção é mais difícil e mais demorada, no entanto, além da segunda exigir um monte de massa plastica, ela deixa um fresta entre as duas chapas, que vão gerar problemas de corrosão por frestas no futuro;
O que fazer para garantir que seu projeto vai durar até os seus netos (não a execução!)?
  • Prepare muito bem a superfície a ser pintada, procure utilizar fosfatizantes como os wash primmers ou preparadores a base de fosfato de zinco, além de aumentar a aderência da tinta eles ajudam a tornar a tinta impermeável;
  • Lave a superfície com um solvente compatível com a tinta antes de pintar (ou passar massa!), isso pode evitar que sobrem sais na superfície;
  • Vede muito bem quaisquer frestas que possam existir na lataria. Use produtos flexíveis e utilize uma camada generosa (mas não muito grossa para não rachar!);
  • Aplique revestimento por zincagem no que puder (evite parafusos de alta resistência como os cabeçote e de eixos, isso pode fragilizá-los!), qualquer falha na pintura será protegida pelo potencial do zinco que é muito mais baixo do que do aço;
  • Não misture metais diferentes na lataria sem saber o que está fazendo, veja a tabela abaixo:

Só para constar, embora o alumínio sofra facilmente corrosão severa, ele sofre um processo chamado passivação. No caso do aluminio, esse processo se deve a formação de uma camada de oxido dura e impermeável que passa a protegê-lo como uma pintura, reduzindo o processo corrosivo pela falta de eletrólito.

Seguem algumas fotos de corrosão do meu chevette:

 Essa é a tampa do diferencial, embora a pintura estivesse íntegra, removi a pintura com removedor pastoso e encontrei um monte de marcas de corrosão filiforme. Ela acontece sob tintas que são muito permeáveis (esmalte sintético comum é uma desgraça!) ou que sofreram pequenos danos ou riscos.
Para que já olhou do lado de dentro da saia do chevette deve ter sacado que essa corrosão nasce de uma fresta que existe entre ela e a chapa que a segura no carro. É muito difícil ver um chevette sem uma marca nesse lugar! 
Esse ponto é causado pelo acumulo de água sob a borracha do vidro que além de tudo forma uma fresta. O interessante é que do outro lado o dano é muito parecido. O pior desses lugares é que o hidróxido formado costuma catalizar a corrosão.
 Outro lugar clássico de corrosão no chevette, também causado pelo acumulo de água (eletrólito!). No caso já preparei uma chapa para soldar no lugar.
 No vidro da frente o acumulo de água nessa região também é clássica. Nesse local, além da fresta com a borracha ainda existe a fresta do próprio aço.
 Essa região onde vai o paralamas externo é protegida pelo zinco dos parafusos e chapa mola que o seguram.
Comprei varias arruelas de plastico e parafusos novos com chapa mola.

Saindo um pouco do assunto:
Essas são as próximas peças que vão para pintura a pó. O travessão está quase pronto faz tempo, mas cada vez que ia trabalhar nele achava um problema, agora acho que vai.
 
 A corrosão que estava na parte superior da coluna do vidro dianteiro foi "soldada". Vai ficar melhor quando for lixada. Acredito que a corrosão foi causada por uma fresta que existia originalmente na emenda do teto com a coluna.

Não deixem de conhecer minha chevrolet brasil em http://chevy63.blogspot.com

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Tédio e limpeza de peças da direção

Andei gastando bastante tempo preparando peças para pintura com pó, principalmente da chevrolet brasil, comprei mais uma pinça de freio do chevette, estudei um pouco sobre a evolução das pinças de freio (E conclui que não vou usar as da D-10 na brasil! Tem coisa melhor e mais barata!) e por fim resolvi dar uma limpada nas peças do reservatório do omega que comprei para usar no sistema de direção hidráulica do chevette. Agora pouco resolvi que vou fazer outro blog paralelo mostrar como vai a chevrolet brasil, o link vai ficar lá embaixo junto com o de outros bons blogs (mesmo que alguns estejam sem atualização a muito tempo!). Ainda não começamos a preparar a colocação do paralamas interno, se tudo der certo amanhã a tarde vai rolar funilaria nele e pintura no diferencial, mas sem solda pois estou sem gás, isso fica para outro dia na próxima semana.
 O reservatório do omega é o "padrão" da GM para o ano dele. O original do chevette americano/canadense que comprei a direção, se não me engano, é similar ao do opala antigo, integrado a bomba de direção. Como estou usando uma bomba mais moderna que não precisou de adaptação no motor que vou usar (econoflex 1.4) achei interessante colocar um reservatório que combinasse com ela. Como tudo (ou quase) que vem de ferro velhos ela estava bem suja com uma mistura de oleo e terra, bem difícil de tirar completamente sem estragar a peça.
 Ainda não fechei se vou usar a articulação original brasileira ou vou procurar a americana/canadense para a barra de direção, então resolvi dar um trato na original.
 Aqui a articulação já está limpa e pronta para uso, "zerada"!
Aqui as mangueiras e o reservatório já estão quase limpos. Não achei onde coloquei as mangueiras de alta pressão e infelizmente a mangueira de retorno da caixa de direção foi "degolada" durante a retirada, nada que não possa ser reparado com uma flangeadeira.