quinta-feira, 5 de maio de 2016

Slow And Easy

Ao contrário da minha Chevrolet Brasil que mesmo tendo 0% da mecânica original foi muito fácil encontrar e instalar peças modernas pois esse padrão de pickups da Chevrolet perdurou por quase 40 anos, o Chevette vem se mostrando um desafio a parte, principalmente para fazer caber o grau de melhorias nele, mesmo com um motor consideravelmente menor. Muita coisa teve que ser realocada e ainda estou apanhando para instalação dos chicotes elétricos, que tem que se adequar a conectores antigos de faróis, lanternas e outros equipamentos.
Na pressa da mudança, algumas pecinhas foram montadas sem pintura. Falando na mudança, a GInter fez besteira e danificou a pintura tanto do Chevette quanto da Chevrolet e está dando trabalho para pagar integral o valor dos reparos alegando que os carros não são novos (???!!!?!?!)
O pior é que fiquei negligente e não tirei muitas fotos importantes! Mas o que tirei está aqui.

 
 Como eu instalei sem pintar, uma das primeiras coisas a serem feitas foi fosfatizar e pintar com tinta a pó os suportes. Esse da foto está meio tratado para dar para ver a diferença. A solda não ficou 100% pois minha TIG deu problema e usei uma MIG com arame tubular sem gás. Não recomendo para ninguém! Gaste uns trocos a mais e compre um cilindro de mistura para MIG, vale cada centavo.

Pó já na caneca para a pintura.

Olha a diferença da peça pintada! E essa tinta a pó é indestrutível!

Esse é um lado da pinça de freio em preparação para pintura a pó.

Mais uma etapa de preparação.

Lado da pinça com a pintura a pó aplicada.

Caixa de direção aguardando mangueiras. Elas já foram instaladas mas não tirei fotos, fica para o próximo post.

99,9% de quem coloca injeção eletrônica no chevette usa bomba externa. Eu preferi instalar uma bomba interna. Esses pontos soldados que você vê na foto são os grampos de onde vai o copo quebra ondas da bomba interna, ele vai encaixado igual ao de um carro com bomba desse tipo original. O segredo para soldar isso no tanque é fazer os ganchos em chapa entre 1 e 2mm, cortar rasgos no tanque onde eles vão e soldar por fora. Não esquecer de fazer o teste de estanqueidade no tanque depois de todas as soldas!

Corte onde vai a tampa do conjunto da bomba. Nesse foto ainda não havia sido soldado o anel onde a tampa vai presa.

Testando a tampa no lugar. 

Vou usar o radiador original de cobre. Ele é mais do que o suficiente para resfriar esse motor. Infelizmente quebrei o tubo de saída do ladrão que por alguma razão era de aço não de cobre e já estava totalmente degradado. 

Desatando os nós dos chicotes.

Para quem não conhece, esse é um rebite porca, você insere ele num buraco numa chapa, usa uma rebitadeira especial para repuxa-lo e ele trava na chapa quase que como uma porca soldada. Como fiz o furo depois de pintado, passei um pouco de galvanização a frio no buraco, por isso essa lambança.

 Essa imagem mostra como o rebite porca se prende na chapa.

O cofre está ficando apertado e ainda falta o ar e o sistema de freio.

 Dá para ver que até canister eu coloquei, esse chevette vai atender a todos os requisitos de não poluição de hoje, sem problemas!


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Hora de Montagem!

Para variar, estou me mudando de novo, mas dessa vez o chevette vai quase montado e pretendo não demorar muito mais depois da mudança para ele estar andando. O mais complicado vai ser a parte elétrica e eletrônica pois essa vai ser pesada e depois da experiência com a Chevrolet Brasil, não sei onde vai caber tanto fio.
A pintura ficou muito boa, achei apenas um problema no capô, mas acho que dá para arrumar com uma lixa fina. A embreagem hidráulica nos deu um belo banho para montar pois eu medi o retentor com um atuador de corsa e comprei um de prisma achando que era idêntico, mas o do prisma é mais fino. Acabei arrancando o retentor do atuador e colocando o original da moringa do chevette no adaptador. Aparentemente ficou perfeito e "vedado" como toda embreagem deveria ser.

 Funilaria nos "finalmentes"

Praticamente pronto para pintar
 
Tinta fresca

 A roda realmente combinou. Alguns tinha dúvidas em relação a cor, mas acho que fora o fato de parecer algum tipo de doce de café com leite, ficou muito bom.

 Recebendo o polimento

A caixa de direção hidráulica no lugar. Quase plug and play, mas o chevette americano e canadense não tem esse "pseudo" protetor de carter fazendo parte do travessão então tive que fazer alguns "ajustes" para não pegar na tubulação que sai na parte de baixo.

 Porta sendo montada

 Suporte de estepe original com pintura a pó

 Colocando a borracha no vidro. O difícil é achar uma cordinha forte e fina o suficiente.

 Vidro no lugar

Embreagem hidráulica interna montada no lugar. Fico devendo a foto do sangrador e da vedação.
 
Freio a disco montado no lugar. Ainda tenho que instalar todas as mangueiras e tubulações.

 Vista de baixo. Ainda falta fixar uma vedação do diferencial e instalar o cardam. Não sabia que tinha dois tipos de fixação de cruzeta no chevette, acabei com uma combinação que não deu certo, vou ter que caçar uma solução.

 Vista do câmbio 5 marchas pintado a pó com o bumerangue.

Motor já no lugar (equilibrado, eu ainda não tinha os suportes)

 Mais coisas no lugar

 Dependendo de como se olha, parece até pronto

 Motor no lugar parcialmente montado. Vou ter que tirar quase tudo de novo para fazer a elétrica e dar uma geral nos apertos de parafusos, além de ter que mudar parte da tubulação do filtro de ar que vai para o lugar errado. É importante manter o volume e comprimento do sistema de admissão para garantir a correta ressonância na entrada de ar, que aumenta um pouco a potencia nas rotações mais importante.

Aqui dá para ver o suporte de um lado, ele ainda não recebeu acabamento, removendo material a mais, mas com o tempo que tínhamos, foi o que deu para fazer.

domingo, 28 de junho de 2015

"Funelirando" a lata e Como adaptar embreagem hidráulica interna

Depois de um tempo sem tocar no chevette, pois a chevy brasil deu muito mais trabalho para colocar para andar com o V8 do que eu pensei, decidi recrutar ajuda para adiantar a preparação da lataria, já que o mais grosso já tinha rolado e faltava mais o alinhamento e o repuxe de algumas partes.
Fiz uma pesquisa na cidade e encontrei a TresCar em Três Lagoas, que além de facilitar muito o acompanhamento pois fica no caminho para o trabalho, tem qualidade no serviço que vi por lá.
Enquanto isso eu levei o piloto e a moringa do câmbio em alguma autopeças para poder encontrar uma maneira pouco gambiarra para instalar embreagem hidráulica no chevette. A maneira mais usual, empregada pelos jipeiros, é colocar um atuador no garfo, que passa a fazer o trabalho do cabo de aço. O problema é que fica feio (parece e é gambiarra), fica mais fácil entortar o garfo e ainda se mantém a frequência alta de regulagem do pedal de embreagem igual ao cabo.
Descobri que todos os atuadores internos (integrados com os rolamentos) dos câmbios GM fase dois (corsa a onix, inclusive vectras, pelo menos) são praticamente iguais, variando material de fabricação, qualidade da vedação e tipo de mangueira para o pedal. Decidi pelo do onix pois foi o que achei mais barato com a mangueira completa no Mercado Livre. Dessa forma foi fácil projetar um adaptador, já que o atuador é menor que a moringa. Abaixo, coloquei o desenho dele para quem quiser usar.
Os atuadores internos possuem, entre outras vantagens, um movimento mais "uniforme" ao empurrar a embreagem, diminuindo desgastes por forças não axiais, com ele dá para "vedar" o câmbio ao ambiente externo, evitando sujeira que pode diminuir a vida útil do sistema e o pedal não precisar ser regulado periodicamente depois de sua altura ser ajustada. Outro detalhe importante é o retentor de viton, que tem vida útil infinitamente melhor que o original do chevette.
Nas próximas postagens vou mostrar as modificações do pedal. Nem adianta querer colocar aqueles cilindros mestres com cumbuca igual coloquei na chevy brasil, as costas do pedal de embreagem saem dentro da caixa de roda e mesmo com "alavancas", existe muita coisa nessa região dentro do cofre para caber um desses. O lance é utilizar o mecanismo do omega com embreagem hidráulica e o fluido da cumbuca de freio.

 
Aqui ele já estava na oficina com o teto preparado com fundo.

  Tampa do porta malas recebendo o fundo depois de ser repuxada.

 Lixando o capô do motor.

 Lateral direita já alinhada com a traseira no fundo, a porta na lata alisada e o para-lama ainda na espera.

 Diferença entre o atuador hidráulico interno e o sistema de cabo tradicional

Desenho do adaptador, é só usinar e instalar.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

We are back

Depois de mais de um ano o chevette volta a cirurgia. Agora todo com a parte superior soldada, esmerilhada e raspada, entramos na fase de desamassamento e pintura. Infelizmente, como todo chevette, seu paralamas direito está um lixo. Pelo menos o esquerdo está usável. Vou tentar consertar os dois com solda tig, mig e brasagem por estanho.

Aqui da para ver ele já raspado. A região vermelha é a que tinha o fundo original, a verde é onde passei o fosfatizante.

Na traseira, a região cinza é onde ocorreram trabalhos de funilaria no passado. Lembro-me todos eles, menos desses fo teto, não tenho ideia do que foi isso.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Post de Quase Final de Ano

Senhores(as) depois desse tempo todo sumido tenho novidades! Creio que na próxima semana será iniciada a construção da minha casa, incluindo um oficina de 40m²! A meta é estar com ela operacional até 20 de maio, o que vai fechar 1 ano parado, a partir daí volto a trabalhar no chevette.


Muito em breve vou estar publicando um trabalho que escrevi sobre geometria de direção, mas enquanto isso, acompanhem como está indo a Chevrolet Brasil no link lá embaixo da página.

sábado, 29 de junho de 2013

E lá vai ele

Essa semana, depois de praticamente tudo embalado o chevette parte para nosso novo destino. Espero que em breve já estejamos instalados para o final da funilaria e montagem.
Faltaram as fotos mas a frente subiu na plataforma elevatória e a traseira no braço. Como ele ia no outro baú, encaixamos os caminhões para fazer uma ponte.
 Lá está ele esperando para a transferência.
 Mesmo sabendo que a plataforma é para 2 toneladas, fica a preocupação...
 Foi.
 Para garantir que ele não iria se mover, foram pregados batentes no entorno da roda diretamente no assoalho do caminhão.
Só para vocês terem uma ideia, a suspensão como ficou, ainda com a mola antiga e sem amortecedor.